Blame
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| 2 | title: Biogás |
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| 3 | author: |
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| 4 | - Linda Carvalho Cosendey |
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| 5 | date: 2024-02-28 |
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| 6 | tags: #utilidades |
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9 | # Biogás |
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11 | ## 1. Introdução |
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13 | O biogás é uma fonte de energia renovável que tem se destacado como |
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| 14 | alternativa sustentável para geração de eletricidade, calor e |
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| 15 | substituição de combustíveis fósseis. Seu processo de obtenção ocorre |
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| 16 | por meio da digestão anaeróbia de matéria orgânica, resultando em um gás |
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| 17 | composto majoritariamente por metano e dióxido de carbono. Com uma gama |
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| 18 | diversificada de aplicações, o biogás pode ser utilizado na cogeração de |
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| 19 | energia, no setor industrial e até mesmo no abastecimento veicular, |
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| 20 | reduzindo impactos ambientais e promovendo maior eficiência no uso de |
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| 21 | resíduos. |
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| 23 | Além de seu potencial energético, a produção e utilização do biogás |
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| 24 | estão alinhadas com estratégias globais de sustentabilidade, |
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| 25 | contribuindo para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e |
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| 26 | para a valorização de resíduos orgânicos. No entanto, apesar de seus |
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| 27 | benefícios, desafios técnicos e econômicos ainda precisam ser superados |
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| 28 | para viabilizar sua adoção em larga escala. Questões como armazenamento, |
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| 29 | transporte, purificação e controle de emissões precisam ser geridas |
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| 30 | adequadamente para garantir a segurança e eficiência do processo. |
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| 32 | Dessa forma, este relatório busca apresentar os principais aspectos do |
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| 33 | biogás, abordando sua história, características, processos de produção, |
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| 34 | aplicações industriais e limitações. O objetivo é fornecer uma visão |
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| 35 | abrangente sobre seu potencial como recurso energético, destacando tanto |
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| 36 | suas vantagens quanto os desafios que precisam ser superados para sua |
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| 37 | consolidação como fonte viável e sustentável. |
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40 | ## 2. História |
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42 | A produção de biogás é conhecida há séculos, mas sua utilização como |
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| 43 | fonte de energia ganhou destaque apenas nas últimas décadas. Registros |
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| 44 | indicam que na Índia e na China o biogás já era utilizado para |
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| 45 | saneamento básico e geração de energia muito antes da crise do petróleo. |
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| 46 | No Ocidente, no entanto, só teve sua relevância reconhecida após as |
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| 47 | crises energéticas do século XX, quando fontes alternativas passaram a |
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| 48 | ser mais exploradas [^1]. |
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| 49 | ||||||||
| 50 | Inicialmente, o biogás era visto apenas como um subproduto da |
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| 51 | decomposição anaeróbia de resíduos orgânicos, sendo sua produção |
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| 52 | associada ao tratamento de efluentes. A principal motivação era reduzir |
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| 53 | a carga orgânica desses efluentes, mitigando impactos ambientais. |
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| 54 | Entretanto, com a ratificação do Protocolo de Kyoto e a implementação de |
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| 55 | mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), além do aumento nos custos |
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| 56 | dos combustíveis convencionais, a geração de biogás passou a ser |
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| 57 | reconhecida como uma alternativa energeticamente eficiente e |
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| 58 | ambientalmente viável [^2]. |
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| 59 | ||||||||
| 60 | O desenvolvimento tecnológico permitiu avanços na produção e no |
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| 61 | aproveitamento do biogás, tornando-o uma fonte versátil. Ao longo das |
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| 62 | últimas décadas, consolidou-se como uma solução para reduzir as emissões |
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| 63 | de gases de efeito estufa e promover a transição energética para fontes |
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| 64 | mais sustentáveis [^3]. Sua produção está diretamente alinhada com os |
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| 65 | Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, contribuindo para |
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| 66 | um futuro mais equilibrado ao permitir a gestão adequada de resíduos e a |
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| 67 | eficiência na utilização de recursos naturais [^4]. |
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| 68 | ||||||||
| 69 | Dessa forma, o biogás emerge como uma alternativa promissora, não apenas |
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| 70 | como fonte renovável de energia, mas também como solução ambiental para |
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| 71 | a gestão de resíduos, destacando-se como uma tecnologia chave para um |
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| 72 | desenvolvimento mais sustentável. |
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75 | ## 3. Características |
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77 | O próprio nome "bio”gás remete à sua origem biológica. Trata-se de um |
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| 78 | gás gerado pela decomposição de matéria orgânica em ambientes sem |
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| 79 | oxigênio, um processo conhecido como digestão anaeróbia. Esse fenômeno |
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| 80 | ocorre naturalmente em locais como pântanos, lagoas, esterqueiras e no |
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| 81 | trato digestivo de animais ruminantes. Durante essa decomposição, a |
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| 82 | matéria orgânica é convertida em um gás composto principalmente por |
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| 83 | metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2), além de pequenas quantidades de |
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| 84 | hidrogênio (H2), sulfeto de hidrogênio (H2S), nitrogênio (N2), oxigênio |
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| 85 | (O2), amônia (NH3) e vapor d'água (H2O) [^5]. |
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| 86 | ||||||||
| 87 | A composição exata do biogás depende dos materiais utilizados no |
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| 88 | processo e das condições em que ocorre a fermentação. O teor de metano |
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| 89 | pode variar entre 50% e 75%, sendo esse o principal componente |
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| 90 | responsável pelo poder energético do gás. Já o dióxido de carbono, que |
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| 91 | pode corresponder a até 50% da mistura, não possui propriedades |
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| 92 | combustíveis, e sua remoção melhora a eficiência energética do biogás. |
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| 93 | Por outro lado, o sulfeto de hidrogênio deve ser removido, pois sua |
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| 94 | presença pode ser corrosiva e prejudicial aos equipamentos [^5] [^6]. |
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| 95 | ||||||||
| 96 | A obtenção do biogás pode ser feita a partir de diversas biomassas, como |
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| 97 | resíduos agroindustriais, dejetos de animais, resíduos urbanos e |
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| 98 | subprodutos de processos industriais que envolvem matéria orgânica. Além |
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| 99 | de gerar energia, a digestão anaeróbia contribui para a gestão |
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| 100 | sustentável de resíduos, reduzindo seu acúmulo e minimizando impactos |
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| 101 | ambientais. Outro benefício do processo é a produção de |
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| 102 | biofertilizantes, que são ricos em nutrientes e podem ser aproveitados |
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| 103 | na agricultura [^7]. |
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| 104 | ||||||||
| 105 | A composição do biogás pode ser melhor compreendida por meio da Tabela |
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| 106 | 1, que apresenta as concentrações típicas dos seus principais |
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| 107 | componentes e suas características químicas [^7] [^8]. |
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108 | |||||||
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109 | _**Tabela 1.** Composição do biogás_ |
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110 | |||||||
| 111 | | Gás | Símbolo | Concentração no biogás (%) | |
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| 112 | | -------- | ----------------- | -------- | |
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| 113 | | Metano | CH4 | 50-80 | |
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| 114 | | Dióxido de carbono | CO2 | 20-40 | |
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| 115 | | Hidrogênio | H2 | 1-3 | |
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| 116 | | Nitrogênio | N2 | 0,5-3 | |
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| 117 | | Gás sulfídrico e outros | H2S . CO . NH3 | 1-5 | |
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118 | |||||||
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119 | Fonte: Coldebella, 2006 [^7]; Zanette, 2009 [^8]. |
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| 120 | ||||||||
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121 | |||||||
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122 | ## 4. Processos de produção |
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124 | A degradação microbiológica de resíduos orgânicos em um ambiente sem |
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| 125 | oxigênio molecular resulta na produção de biogás e ocorre em quatro |
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| 126 | fases distintas. Cada fase envolve grupos fisiológicos específicos de |
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| 127 | bactérias do domínio Archaea (anaeróbios). Inicialmente, as bactérias |
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| 128 | fermentativas atuam nas etapas de hidrólise e acidogênese. Em seguida, |
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| 129 | as bactérias acetogênicas são responsáveis pela acetogênese. Por fim, as |
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| 130 | bactérias metanogênicas realizam a metanogênese, resultando na formação |
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| 131 | do biogás [^6]. |
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132 | |||||||
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133 | A Figura 1 ilustra o esquema geral do processo de produção de biogás, |
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| 134 | que será detalhado a seguir. |
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135 | |||||||
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136 |  |
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137 | |||||||
| 138 | _**Figura 1.** Esquema de produção de biogás_ |
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139 | |||||||
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140 | Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado de: Rocha e Mendes, 2024 [^6]; |
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| 141 | Rohstoffe, 2010 [^5]. |
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142 | |||||||
| 143 | ||||||||
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144 | ### 4.1 Hidrólise |
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145 | |||||||
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146 | A etapa de hidrólise é o primeiro estágio da degradação anaeróbia de |
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| 147 | resíduos orgânicos e envolve a quebra de macromoléculas em compostos |
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| 148 | menores e solúveis, facilitando sua absorção pelas bactérias. Nesse |
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| 149 | processo, as bactérias fermentativas hidrolíticas secretam enzimas |
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| 150 | extracelulares, conhecidas como hidrolases, que atuam sobre biopolímeros |
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| 151 | complexos, como polissacarídeos, proteínas, ácidos nucleicos e gorduras. |
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| 152 | Os polissacarídeos são convertidos em açúcares solúveis, como |
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| 153 | monossacarídeos e dissacarídeos; as proteínas são degradadas em |
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| 154 | peptídeos e, posteriormente, em aminoácidos; enquanto os lipídios são |
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| 155 | transformados em ácidos graxos de cadeia longa (C15 a C17) e glicerol |
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| 156 | [^9]. |
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157 | |||||||
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158 | ### 4.2 Acidogênese |
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159 | |||||||
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160 | Na fase de acidogênese, as bactérias fermentativas acidogênicas |
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| 161 | convertem os materiais solúveis provenientes da hidrólise em ácidos |
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| 162 | gordos voláteis, como os ácidos acético, propiônico e butírico. Além |
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| 163 | disso, nesse processo ocorrem a produção de dióxido de carbono e |
|||||||
| 164 | hidrogênio, bem como a formação de pequenas quantidades de ácido lático |
|||||||
| 165 | e álcoois. A composição dos compostos sintetizados nessa etapa varia de |
|||||||
| 166 | acordo com a concentração de hidrogênio intermediário presente no meio |
|||||||
| 167 | [^5]. |
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168 | |||||||
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169 | ### 4.3 Acetogênese |
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170 | |||||||
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171 | A etapa de acetogênese é responsável pela conversão dos compostos |
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| 172 | formados nas fases anteriores em substâncias que possam ser utilizadas |
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| 173 | pelas bactérias metanogênicas. Nessa fase, ocorre predominantemente a |
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| 174 | desidrogenação dos ácidos gordos voláteis, resultando na formação de |
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| 175 | acetato, além da liberação de hidrogênio e dióxido de carbono. Contudo, |
|||||||
| 176 | as bactérias acetogênicas são sensíveis a elevadas concentrações de |
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| 177 | hidrogênio, sendo essencial que as bactérias metanogênicas consumam esse |
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| 178 | gás para manter o equilíbrio do processo. Além disso, o hidrogênio e o |
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| 179 | dióxido de carbono gerados podem reagir entre si, originando mais ácido |
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| 180 | acético, que também servirá como substrato para a produção final de |
|||||||
| 181 | biogás [^10] [^6]. |
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182 | |||||||
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183 | ### 4.4 Metanogênese |
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184 | |||||||
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185 | Na etapa final da produção de biogás, ocorre a formação de metano pelas |
||||||
| 186 | bactérias metanogênicas. Esses microrganismos anaeróbios convertem o |
|||||||
| 187 | hidrogênio, o dióxido de carbono e o ácido acético em metano e dióxido |
|||||||
| 188 | de carbono. No entanto, são extremamente sensíveis a variações |
|||||||
| 189 | ambientais, como temperatura e pH. As bactérias responsáveis pela |
|||||||
| 190 | produção de biogás são predominantemente mesofílicas, funcionando bem em |
|||||||
| 191 | temperaturas entre 35 e 45ºC. Alterações bruscas na temperatura podem |
|||||||
| 192 | comprometer sua sobrevivência, resultando em uma redução significativa |
|||||||
| 193 | na produção de biogás [^11]. |
|||||||
| 194 | ||||||||
| 195 | ||||||||
| 196 | De forma geral, as quatro fases da decomposição anaeróbia acontecem |
|||||||
| 197 | simultaneamente dentro de um sistema de um único estágio. No entanto, |
|||||||
| 198 | como cada grupo de bactérias possui condições ambientais específicas, |
|||||||
| 199 | como preferências de pH e temperatura, é necessário encontrar um |
|||||||
| 200 | equilíbrio adequado na tecnologia utilizada para otimizar o processo e |
|||||||
| 201 | garantir sua eficiência [^5]. |
|||||||
| 202 | ||||||||
| 203 | Para ilustrar visualmente os conceitos abordados sobre a produção e |
|||||||
| 204 | utilização do biogás, recomenda-se assistir o vídeo "A Journey into |
|||||||
| 205 | Biogases". O recurso apresenta, de forma objetiva, o processo de geração |
|||||||
| 206 | do biogás e algumas de suas aplicações práticas. Ele está disponível em: |
|||||||
| 207 | [^12]. |
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| 208 | ||||||||
| 209 | ||||||||
| 210 | ## 5. Aplicações industriais |
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| 211 | ||||||||
| 212 | O biogás possui um significativo potencial energético e pode ser |
|||||||
| 213 | utilizado como alternativa a diversas fontes convencionais de energia. A |
|||||||
| 214 | eficiência de sua conversão em eletricidade e calor depende da |
|||||||
| 215 | composição do biogás, especialmente do teor de metano, que influencia |
|||||||
| 216 | diretamente seu poder calorífico. Em condições normais de pressão e |
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| 217 | temperatura, o metano puro possui um poder calorífico inferior (PCI) de |
|||||||
| 218 | aproximadamente 9,9 kWh/m³. No entanto, em condições típicas de |
|||||||
| 219 | produção, devido à variação na composição do biogás, com teores de |
|||||||
| 220 | metano entre 50% e 80%, seu PCI pode oscilar entre 4,95 e 7,92 kWh/m³. |
|||||||
| 221 | Isso afeta sua equivalência energética com outros combustíveis e sua |
|||||||
| 222 | aplicabilidade em diferentes processos industriais [^13]. |
|||||||
| 223 | ||||||||
| 224 | A tabela 2 abaixo apresenta a equivalência energética do biogás em |
|||||||
| 225 | relação a diferentes fontes de energia, conforme valores estimados por |
|||||||
| 226 | diversos autores. Esses valores indicam a quantidade de biogás |
|||||||
| 227 | necessária para fornecer a mesma quantidade de energia que uma unidade |
|||||||
| 228 | de cada combustível listado. A interpretação desses dados é essencial |
|||||||
| 229 | para avaliar o potencial do biogás como substituto de combustíveis |
|||||||
| 230 | convencionais. |
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| 231 | ||||||||
| 232 | _**Tabela 2.** Equivalência energética do biogás comparado a outras |
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| 233 | fontes de energias_ |
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234 | |||||||
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235 | | Energético |Ferraz (1980)[^1]|Sganzerla (1983)[^18]|Nogueira (1986)[^19]|Santos (2000)[^14]| |
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| 236 | | -------- | ----------------| -------- | -------- | -------- | |
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| 237 | | Gasolina (L) | 0,61 | 0,613 | 0,61 | 0,6 | |
|||||||
| 238 | | Querosene (L) | 0,58 | 0,579 | 0,62 | - | |
|||||||
|
239 | | Diesel (L) | 0,55 | 0,553 | 0,55 | 0,6 | |
||||||
|
240 | | GLP (kg) | 0,45 | 0,454 | 1,43 | - | |
||||||
| 241 | | Álcool (L) | - | 0,79 | 0,80 | - | |
|||||||
| 242 | | Carvão mineral (kg)| - | 0,735 | 0,74 | - | |
|||||||
| 243 | | Lenha (kg) | - | 1,538 | 3,5 | 1,6 | |
|||||||
| 244 | | Eletricidade (kWh) | 1,43 | 1,428 | - | 6,5 | |
|||||||
|
245 | |||||||
|
246 | Fonte: Muncinelli, 2019 [^13]. |
||||||
|
247 | |||||||
|
248 | Por exemplo, segundo Ferraz et al, em 1980 [^1], um litro de gasolina |
||||||
| 249 | equivale a aproximadamente 0,61 m³ de biogás, o que significa que essa |
|||||||
| 250 | quantidade de biogás seria necessária para gerar a mesma energia contida |
|||||||
| 251 | em um litro de gasolina. Para o diesel, os valores são semelhantes, |
|||||||
| 252 | variando entre 0,55 e 0,6 m³ de biogás conforme diferentes fontes. Isso |
|||||||
| 253 | demonstra que o biogás pode ser uma alternativa viável para a |
|||||||
| 254 | substituição desses combustíveis fósseis em aplicações industriais e de |
|||||||
| 255 | transporte. |
|||||||
| 256 | ||||||||
| 257 | Outro ponto relevante é a equivalência com a eletricidade. Ferraz et al |
|||||||
| 258 | [^1] indicam que 1,43 m³ de biogás podem gerar 1 kWh de eletricidade, |
|||||||
| 259 | enquanto Santos [^14], em 2000, apresenta um valor consideravelmente |
|||||||
| 260 | maior, de 6,5 m³ por kWh. Essa discrepância pode ser atribuída a |
|||||||
| 261 | diferenças na eficiência dos sistemas de conversão utilizados nos |
|||||||
| 262 | estudos, bem como à variação na composição do biogás, especialmente em |
|||||||
| 263 | relação ao teor de metano. |
|||||||
| 264 | ||||||||
| 265 | Além disso, a Tabela 2 também compara o biogás com outros combustíveis |
|||||||
| 266 | como gás liquefeito de petróleo, querosene, carvão, lenha e álcool, |
|||||||
| 267 | reforçando seu potencial como fonte energética versátil. Esses dados são |
|||||||
| 268 | fundamentais para embasar a aplicação do biogás em diversas áreas, como |
|||||||
| 269 | substituição do diesel e do gás natural veicular em veículos, seu uso no |
|||||||
| 270 | lugar do gás liquefeito de petróleo em processos industriais e a geração |
|||||||
| 271 | combinada de energia elétrica e térmica. |
|||||||
| 272 | ||||||||
| 273 | A seguir, serão exploradas essas aplicações, seus processos necessários |
|||||||
| 274 | e os impactos na sustentabilidade, de acordo com Muncinelli (2019) |
|||||||
| 275 | [^13]. |
|||||||
|
276 | |||||||
|
277 | ### 5.1 Aplicação do biogás como alternativa de substituição ao diesel |
||||||
|
278 | |||||||
| 279 | Após passar por etapas de purificação e compressão, o biogás pode |
|||||||
| 280 | representar uma alternativa viável ao óleo diesel, cuja origem está em |
|||||||
| 281 | recursos não renováveis. Para que seja utilizado em motores |
|||||||
| 282 | originalmente projetados para diesel, o biogás deve passar por um |
|||||||
| 283 | processo industrial específico. Esse processo inclui diversas fases, que |
|||||||
| 284 | são apresentadas no diagrama da Figura 2 a seguir. |
|||||||
|
285 | |||||||
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286 |  |
||||||
|
287 | |||||||
|
288 | _**Figura 2.** Aplicação do biogás como alternativa de substituição ao diesel_ |
||||||
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289 | |||||||
|
290 | Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado de: Muncinelli, 2019 [^13]. |
||||||
|
291 | |||||||
|
292 | A substituição do diesel pelo biogás não é completa e exige modificações |
||||||
| 293 | nos motores para que possam operar de forma bicombustível, combinando |
|||||||
| 294 | diesel e metano. Nessa configuração, a proporção da mistura pode variar, |
|||||||
| 295 | com o diesel representando entre 40% e 100% do total, enquanto o metano |
|||||||
| 296 | pode compor de 0% a 60%. No entanto, uma quantidade mínima de diesel |
|||||||
| 297 | será sempre necessária para garantir o funcionamento adequado do motor. |
|||||||
|
298 | |||||||
|
299 | Além da economia no consumo de combustível, essa conversão traz |
||||||
| 300 | benefícios ambientais e reduz a dependência do diesel, o que pode ser |
|||||||
| 301 | estratégico diante de eventuais oscilações no seu fornecimento. |
|||||||
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302 | |||||||
|
303 | Segundo a reportagem “Energia limpa: biogás pode ser alternativa ao diesel” disponível em [^15], a utilização do biogás como alternativa ao diesel poderia substituir até 70% do diesel consumido por ônibus e caminhões no Brasil, reduzindo significativamente os custos operacionais com combustível. |
||||||
|
304 | |||||||
|
305 | ### 5.2 Aplicação do biogás como alternativa de substituição ao gás |
||||||
| 306 | natural veicular (GNV) |
|||||||
| 307 | ||||||||
| 308 | O biogás, após ser devidamente tratado, também pode ser empregado como |
|||||||
| 309 | combustível em veículos originalmente abastecidos com gás natural |
|||||||
| 310 | veicular (GNV). Para viabilizar essa substituição, é necessário |
|||||||
| 311 | submetê-lo a processos semelhantes para obtenção de diesel, conforme |
|||||||
| 312 | Figura 3. |
|||||||
|
313 | |||||||
| 314 |  |
|||||||
| 315 | ||||||||
| 316 | _**Figura 3.** Aplicação do biogás como alternativa de substituição ao GNV_ |
|||||||
|
317 | |||||||
|
318 | Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado de: Muncinelli, 2019 [^13]. |
||||||
| 319 | ||||||||
|
320 | Vale destacar que, diferente da substituição do diesel, a troca do GNV |
||||||
| 321 | pelo metano ocorre de maneira direta e completa, exigindo apenas ajustes |
|||||||
| 322 | simples na configuração dos motores para garantir sua compatibilidade e |
|||||||
| 323 | desempenho adequado. |
|||||||
|
324 | |||||||
|
325 | ### 5.3 Aplicação do biogás como alternativa de substituição ao gás liquefeito do petróleo (GLP) |
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326 | |||||||
| 327 | O biogás representa uma alternativa sustentável ao GLP, pois, quando |
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| 328 | tratado para remover impurezas e contendo pelo menos 50% de metano, pode |
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| 329 | ser empregado em sistemas que utilizam GLP com pequenas adaptações nos |
|||||||
| 330 | queimadores. O que é indicado na Figura 4. |
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331 | |||||||
| 332 |  |
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| 333 | ||||||||
| 334 | _**Figura 4.** Aplicação do biogás como alternativa de substituição ao GLP_ |
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335 | |||||||
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336 | Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado de: Muncinelli, 2019 [^13]. |
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| 337 | ||||||||
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338 | ### 5.4 Aplicação do biogás como alternativa de geração de energia combinada elétrica e calorífica |
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339 | |||||||
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340 | Após passar pelo processo de purificação, o biogás pode ser utilizado |
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| 341 | como combustível na geração simultânea de eletricidade e calor em |
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| 342 | motores do ciclo Otto projetados especificamente para sua combustão. |
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| 343 | Esses motogeradores são desenvolvidos para operar com a explosão do |
|||||||
| 344 | biogás, garantindo um aproveitamento eficiente dessa fonte de energia. O |
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| 345 | procedimento pode ser observado na Figura 5. |
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| 346 | ||||||||
| 347 |  |
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349 | |||||||
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350 | _**Figura 5.** Aplicação do biogás como alternativa de geração de |
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| 351 | energia combinada elétrica e calorífica_ |
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352 | |||||||
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353 | Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado de: Muncinelli, 2019 [^13]. |
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| 354 | ||||||||
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355 | Os sistemas de cogeração, conhecidos como “Combined Heat and Power” |
||||||
| 356 | (CHP), permitem a produção simultânea de eletricidade e calor a partir |
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| 357 | do biogás. Motores do ciclo Otto adaptados para esse combustível possuem |
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| 358 | um gerador que permite converter o torque do motor em energia elétrica |
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| 359 | de forma contínua. Além disso, o calor gerado no processo pode ser |
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| 360 | reaproveitado em aplicações industriais ou na própria planta de biogás, |
|||||||
| 361 | otimizando o uso da energia e aumentando a eficiência do sistema. |
|||||||
| 362 | ||||||||
| 363 | Nesse sentido, o biogás demonstra ser uma fonte de energia versátil e |
|||||||
| 364 | eficiente, com aplicações que vão desde a substituição de combustíveis |
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| 365 | fósseis, como diesel, GNV e GLP, até a geração combinada de eletricidade |
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| 366 | e calor. É importante relembrar que sua viabilidade depende da |
|||||||
| 367 | composição e do tratamento adequado, garantindo, assim, sua |
|||||||
| 368 | compatibilidade com diferentes sistemas energéticos. Além das aplicações |
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| 369 | abordadas, outras possibilidades podem ser exploradas conforme avanços |
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| 370 | tecnológicos e necessidades industriais, ampliando ainda mais o seu |
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| 371 | impacto na transição para fontes energéticas mais sustentáveis. |
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372 | |||||||
| 373 | ||||||||
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374 | ## 6. Limitações |
||||||
|
375 | |||||||
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376 | Apesar do seu grande potencial energético e da sua contribuição para a |
||||||
| 377 | transição para fontes renováveis, o biogás enfrenta desafios técnicos e |
|||||||
| 378 | econômicos que devem ser considerados para que sua implementação seja |
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| 379 | eficaz. A seguir, serão discutidos esses desafios e possíveis soluções |
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| 380 | para viabilizar o aproveitamento sustentável do biogás. |
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| 381 | ||||||||
| 382 | ### Problemas de armazenagem, transporte e utilização |
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| 383 | ||||||||
| 384 | O armazenamento, transporte e utilização do biogás apresentam desafios |
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| 385 | que devem ser geridos para garantir segurança e eficiência. No |
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| 386 | armazenamento, é essencial considerar a presença de H₂S, que é corrosivo |
|||||||
| 387 | e tóxico, além de equilibrar volume e pressão para otimizar espaço e |
|||||||
| 388 | operação segura [^16]. No transporte, o controle da temperatura é |
|||||||
| 389 | crucial para evitar riscos e perdas [^2]. Já na utilização, é necessário |
|||||||
| 390 | garantir um fornecimento estável e seguro para aplicações como geração |
|||||||
| 391 | de eletricidade, aquecimento e uso como combustível, evitando variações |
|||||||
| 392 | de pressão ou composição que possam comprometer o desempenho dos |
|||||||
| 393 | sistemas [^5]. |
|||||||
| 394 | ||||||||
| 395 | ### Fumos de combustão com poluentes (SOx, NOx e CO) |
|||||||
| 396 | ||||||||
| 397 | A combustão do biogás gera poluentes atmosféricos, como óxidos de |
|||||||
| 398 | enxofre (SOₓ), óxidos de nitrogênio (NOx) e monóxido de carbono (CO). Os |
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| 399 | SOₓ resultam da presença de sulfeto de hidrogênio no biogás e podem |
|||||||
| 400 | contribuir para a chuva ácida. Os NOₓ formam-se a partir do nitrogênio |
|||||||
| 401 | do ar durante a combustão em altas temperaturas, sendo responsáveis pelo |
|||||||
| 402 | smog fotoquímico. Já o CO é gerado quando a queima do metano é |
|||||||
| 403 | incompleta, podendo ser tóxico em concentrações elevadas. Para mitigar |
|||||||
| 404 | essas emissões, é essencial purificar o biogás antes da combustão, |
|||||||
| 405 | otimizar a eficiência da queima e controlar a relação ar-combustível |
|||||||
| 406 | [^2]. |
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| 407 | ||||||||
| 408 | ### Necessidade de tecnologia para limpeza/purificação |
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| 409 | ||||||||
| 410 | A purificação do biogás é um requisito essencial para viabilizar seu uso |
|||||||
| 411 | eficiente e seguro pelos consumidores. Como sua composição varia |
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| 412 | conforme a matéria-prima utilizada e o processo de produção adotado, é |
|||||||
| 413 | necessário empregar tecnologias de limpeza para remover impurezas e |
|||||||
| 414 | componentes indesejáveis. Embora existam métodos físico-químicos |
|||||||
| 415 | consolidados para esse fim, a otimização desses processos continua sendo |
|||||||
| 416 | um desafio na cadeia de suprimento do biogás, reforçando a necessidade |
|||||||
| 417 | de aprimoramento tecnológico para garantir um combustível de qualidade |
|||||||
| 418 | [^3]. |
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| 419 | ||||||||
| 420 | ### Elevado investimento econômico |
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| 421 | ||||||||
| 422 | A geração de biogás requer um investimento inicial elevado, |
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| 423 | principalmente devido ao alto custo dos equipamentos e da infraestrutura |
|||||||
| 424 | necessária para sua produção [^17]. Além disso, os custos operacionais |
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| 425 | também são significativos, abrangendo a manutenção dos sistemas, a |
|||||||
| 426 | purificação do gás e a sua distribuição. Esses custos devem ser |
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| 427 | compensados por receitas adequadas, o que torna essencial um ambiente |
|||||||
| 428 | regulatório favorável, com políticas e incentivos que garantam a |
|||||||
| 429 | viabilidade econômica do setor [^3]. |
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| 430 | ||||||||
| 431 | ### Riscos de explosão quando misturado com ar/oxigênio |
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| 432 | ||||||||
| 433 | A introdução controlada de pequenas quantidades de oxigênio (2-6%) no |
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| 434 | sistema de biogás, utilizando um compressor, é uma técnica eficaz para |
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| 435 | reduzir a concentração de sulfeto de hidrogênio. Esse processo resulta |
|||||||
| 436 | na formação de enxofre e água, permitindo uma purificação mais eficiente |
|||||||
| 437 | do biogás sem necessidade de produtos químicos ou equipamentos |
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| 438 | complexos, além de ser uma solução de baixo custo. No entanto, é |
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| 439 | fundamental monitorar a quantidade de ar adicionada, pois o biogás pode |
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| 440 | se tornar explosivo quando a mistura atinge uma faixa de 6-12%, |
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| 441 | dependendo do teor de metano presente. Para evitar riscos, é recomendado |
|||||||
| 442 | manter a concentração de metano fora da faixa de 5-15% (em volume) e a |
|||||||
| 443 | concentração de oxigênio abaixo de 15% [^6]. |
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444 | |||||||
|
445 | |||||||
|
446 | ## 7. Referências |
||||||
|
447 | |||||||
|
448 | [^1]: **FERRAZ, José Maria Gusmann, et al.** [_Biogás: fonte alternativa de energia._](https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/476075) Circular Técnica n°3 - Embrapa, Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo, 1980. |
||||||
|
449 | |||||||
|
450 | [^2]: **SALOMON, Karina Riberio.** [_Avaliação técnico-econômica e ambiental da utilização do biogás proveniente da biodigestão da vinhaça em tecnologias para geração de eletricidade._](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://cetesb.sp.gov.br/aguas-subterraneas/wp-content/uploads/sites/3/2014/01/salomon.pdf) Universidade Federal de Itajubá, Minas Gerais, 2007. |
||||||
|
451 | |||||||
|
452 | [^3]: **DE SOUZA, José.** [_Os desafios do setor do biogás e a sua importância para o meio ambiente, a economia e a sociedade._](https://www.researchgate.net/profile/Jose-Souza-8/publication/358841692_Os_desafios_do_setor_do_biogas_e_a_sua_importancia_para_o_meio_ambiente_a_economia_e_a_sociedade/links/63173eee61e4553b956d5955/Os-desafios-do-setor-do-biogas-e-a-sua-importancia-para-o-meio-ambiente-a-economia-e-a-sociedade.pdf) Sociedade, Tecnologia e meio ambiente: avanços, retrocessos e novas perspectivas - volume 2., Editora Científica Digital, 2022. p. 454-465. |
||||||
|
453 | |||||||
|
454 | [^4]: **FERREIRA, G. L.; MASETTO ANTUNES, S. R.; FERREIRA DE SOUZA, E. C.** [_Biogás: análise dos pontos positivos e negativos e sua contribuição para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)._](https://sbpe.org.br/index.php/rbe/article/view/832/577) Revista Brasileira de Energia, 2024, 29.4. |
||||||
|
455 | |||||||
|
456 | [^5]: **ROHSTOFFE, F. N.** [_Guia prático do biogás: geração e utilização._](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://antigo.mdr.gov.br/images/stories/ArquivosSNSA/probiogas/guia-pratico-do-biogas.pdf) Ministério da Nutrição, Agricultura e Defesa do Consumidor da Alemanha, 2010, 30-31. |
||||||
|
457 | |||||||
|
458 | [^6]: **ROCHA, Jorge; MENDES, Joana.** _Biogás._ Universidade de Coimbra. 2024. [Apresentação para aula de Energia e Biocombustíveis.](https://drive.google.com/file/d/1CyIECyHjJKyvOb7pEEwupXGya5XUs9CA/view?usp=drive_link) 33 slides. Acesso em: 21 fev. 2025. |
||||||
|
459 | |||||||
|
460 | [^7]: **COLDEBELLA, A.** [_Viabilidade do uso do biogás da bovinocultura e suinocultura para geração de energia elétrica e irrigação em propriedades rurais._](https://tede.unioeste.br/handle/tede/2841) Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, 2006. |
||||||
|
461 | [^8]: **ZANETTE, A. L.** [_Potencial de aproveitamento energético do biogás no Brasil._](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.osti.gov/etdeweb/servlets/purl/21429297) Dissertação (Mestrado em Planejamento Energético) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009. |
||||||
|
462 | |||||||
| 463 | [^9]: **MAGALHÃES, Geísa Vieira Vasconcelos.** [_Avaliação da biodigestão anaeróbia de resíduos orgânicos: ensaios de potencial bioquímico de metano (BMP) e projeto piloto de um biodigestor em escala real._](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/34759/1/2018_tese_gvvmagalh%c3%a3es.pdf) Dissertação Pós Graduação em Engenharia Civil - Universidade Federal do Ceará, 2018. |
|||||||
| 464 | ||||||||
| 465 | [^10]: **KARLSSON, Tommy, et al.** [_Manual Básico de Biogás._](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.univates.br/editora-univates/media/publicacoes/71/pdf_71.pdf) Editora Univates - 1° edição, 2014. |
|||||||
| 466 | ||||||||
|
467 | [^11]: **PRATI, Lisandro.** [_Geração de energia elétrica a partir do biogás gerado por biodigestores._](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.eletrica.ufpr.br/p/arquivostccs/148.pdf) Universidade Federal do Paraná - Curitiba, 2010. |
||||||
|
468 | |||||||
| 469 | [^12]: **A Journey into Biogases.** [_YouTube, canal EBA European Biogas Association, 2024._](https://www.youtube.com/watch?v=oXtdnbeyPJE) Acesso em: 21 fev. 2025. |
|||||||
|
470 | |||||||
| 471 | [^13]: **MUNCINELLI, Gianfranco.** [_Substituição do diesel por biogás - Análise de viabilidade da aplicação de energia._](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www.paranacooperativo.coop.br/images/unidades/pr/comunicacao/2019/revista_tecnico_cientifico/rev_N20_tecnico_cientifico.pdf) Paraná Cooperativo - Desenvolvimento econômico e social, 2019. |
|||||||
|
472 | |||||||
| 473 | [^14]: **SANTOS, P.** [_Guia técnico de biogás._](https://biblioteca.sgeconomia.gov.pt/cgi-bin/koha/opac-detail.pl?biblionumber=22269) Portugal: Centro para a Conservação de Energia, 2000. |
|||||||
|
474 | |||||||
| 475 | [^15]: **Energia limpa: biogás pode ser alternativa ao diesel.** [_Youtube, canal TV Brasil, 2022._](https://www.youtube.com/watch?v=ImgDuQjEjxY) Acesso em: 23 fev. 2025. |
|||||||
|
476 | |||||||
| 477 | [^16]: **COELHO, Suani Teixeira, et al.** [_A conversão da fonte renovável biogás em energia._](https://www.researchgate.net/publication/228452829_A_conversao_da_fonte_renovavel_biogas_em_energia) Congresso Brasileiro de Planejamento Energético, 2006. |
|||||||
| 478 | ||||||||
| 479 | [^17]: **MOÇO, Eunice Alexandra dos Santos.** [_Projeto de uma unidade produtora de biogás._](https://www.researchgate.net/profile/Suani-Coelho/publication/228452829_A_conversao_da_fonte_renovavel_biogas_em_energia/links/54d4bfdf0cf2970e4e639342/A-conversao-da-fonte-renovavel-biogas-em-energia.pdf) Dissertação - Instituto Politécnico de Tomar, 2012. |
|||||||
| 480 | ||||||||
| 481 | [^18]: **SGANZERLA, E.** _Biodigestor: uma solução._ Porto Alegre: Agropecuária, 1983. |
|||||||
| 482 | ||||||||
| 483 | [^19]: **NOGUEIRA, L. A. H.** _Biodigestão: A alternativa energética._ São Paulo: Nobel, 1986. |
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