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| 3 | title: Fornalhas |
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| 4 | author: |
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| 5 | - Rodrigo Paredes |
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| 6 | - Ruben Gariso |
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| 7 | - Linda Carvalho Cosendey |
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| 8 | date: 2025-03-11 |
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| 9 | tags: #utilidades |
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| 13 | # Fornalhas |
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| 15 | - **Autor:** |
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| 16 | - Rodrigo Paredes |
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| 17 | - Ruben Gariso |
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| 18 | - Linda Carvalho Cosendey |
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| 19 | - **Data:** 2025-03-11 |
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22 | ## 1. Fornalhas |
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| 24 | O funcionamento de uma unidade industrial pressupõe a geração de energia a partir de utilidades quentes e frias com o objetivo de satisfazer as necessidades entálpicas do processo. Normalmente existem diferentes tipos de utilidades que têm níveis térmicos diferentes entre si. Essas utilidades visam o aquecimento ou arrefecimento das correntes processuais dependendo da sua necessidade energética. |
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| 26 | O aquecimento de correntes a altas temperaturas poderá recorrer a um termofluido quente ou a efluentes gasosos provenientes de fornalhas, deste modo, quando uma dada utilidade quente precisa de ser fornecida a uma temperatura elevada são utilizadas fornalhas para que seja possível atingir essa temperatura, a partir de gases de combustão provenientes da queima de um combustível. Assim, uma fornalha é um gerador de vapor destinado a converter a energia química do combustível em energia térmica, ou seja, processar a queima do combustível. |
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| 28 | O projeto de uma fornalha depende de diversos fatores tais como, a função que esta apresenta no processo, a necessidade de aquecimento, o tipo de combustível e o modo de introdução de ar. Para o efeito de projeto utiliza-se a temperatura teórica de chama, uma vez que as diferenças de temperatura entre os gases de combustão e as correntes processuais são bastante mais elevadas que a diferença entre a temperatura teórica de chama e a temperatura real dos gases. Este pressuposto é bastante útil num projeto de uma fornalha, uma vez que a temperatura real da chama é muito difícil de determinar. |
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| 30 | Numa fornalha, o calor produzido na câmara de combustão é transferido para os tubos circundantes onde passa o fluido a aquecer, por radiação ou por convecção, de forma a maximizar a energia transferida. Para garantir que a combustão seja completa, é necessário que o oxigênio entre na câmara em excesso, diminuindo, assim, as perdas e aumentando a eficiência da fornalha. |
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| 32 | ## 2. Tipos de Fornalhas e combustíveis utilizados |
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| 34 | De acordo com o tipo e a qualidade do combustível disponível, a queima na fornalha pode ser em suspensão, em grelha ou em leito fluidizado. As fornalhas de queima em suspensão utilizam combustíveis líquidos e gasosos, geralmente óleo, gás natural, gás de processo ou pequenas partículas sólidas em suspensão, como por exemplo, carvão pulverizado, serragem, casca de arroz, etc. |
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| 36 | Já as fornalhas de queima em grelha ou leito fluidizado usam como fonte de energia o carvão mineral, carvão vegetal, bagaço de cana, lenha e lixo urbano. |
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| 40 | _**Figura 1.** Poder Calorífico Inferior (PCI) e Equivalente em toneladas de Petróleo (tEP) de diferentes combustíveis_ |
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| 42 | Existem quatro categorias de fornalhas: natural draft, ar forçado, forced draft e de condensação. |
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| 44 | ### 3.1 Fornalhas do tipo natural draft, ar forçado, forced draft e de condensação. |
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| 46 | As fornalhas de natural draft utilizam o calor gerado nos permutadores de calor, onde este ar aquecido é conduzido através de um sistema de ventilação (chaminés, tubos, etc) para o aquecimento de determinados espaços, por exemplo as habitações. |
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| 48 | Para a substituição das antigas fornalhas de natural draft foram criadas as fornalhas de convecção forçada, sendo o seu funcionamento similar às anteriores. Desta forma o ar quente circula por intermédio de ventoinhas que dão movimento ao ar aquecido. Além disto a sua eficiência ronda os 60%. |
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| 50 | As fornalhas de forced draft têm menor dimensão, comparando com as anteriores. A diferença entre esta fornalha e a fornalha de convecção forçada é que para além da utilização das ventoinhas também utiliza os gases de combustão (oriundos do aquecimento) para ajudar no movimento do ar aquecido, aumentando a sua eficiência. |
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| 52 | Por último, as fornalhas de condensação incluem uma área de combustão isolada e um segundo permutador. Como o permutador de calor retira calor dos gases de purga, esta energia pode ser usada para condensar vapor de água e outros químicos. A sua eficiência pode chegar aos 98%. |
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| 54 | ### 3.2 Fornalhas Industriais |
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| 56 | Uma fornalha industrial é um equipamento usado para fornecer calor a um determinado processo, podendo até servir de reator em determinadas situações. Assim sendo, o design das fornalhas depende da função a que estão destinadas, das necessidades de calor do processo, do tipo de combustível utilizado e do método de introdução do ar de combustão. |
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| 58 | Este equipamento é especialmente usado quando se pretende atingir temperaturas mais elevadas, normalmente acima dos 400°C. O calor gerado pode ser proveniente de duas vias: através da queima de um combustível ou através de eletricidade. As fornalhas mais modernas operam com uma eficiência térmica entre os 80 e 90% dependendo do tipo de combustível e do excesso de ar necessário. |
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| 60 | O diâmetro dos tubos toma os valores, normalmente, entre 75 e 150 mm. A velocidade típica nestes tubos varia entre 1 a 2 m/s quando a sua função é fornecer calor ao processo, e menores que 1 m/s quando tem uma função de reator. Para baixas temperaturas, o material usado é o aço carbônico, enquanto para altas temperaturas as fornalhas são feitas de aço inoxidável e aços de liga especial. |
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| 64 | _**Figura 2.** Fornalha Industrial em operação_ |
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| 66 | ## 3. Componentes das fornalhas industriais |
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| 70 | _**Figura 3.** Fornalha Industrial em operação_ |
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| 72 | ### 3.1 Seção Radiante |
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| 74 | É a zona da fornalha onde os tubos recebem a maior parte do calor por radiação da chama. Este valor fixa-se entre os 50 a 70% do calor total transferido neste equipamento. A temperatura do gás vai depender do combustível utilizado e da quantidade de ar em excesso. Para combustíveis gasosos é usado normalmente 20% de ar em excesso. |
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| 76 | Nesta zona os tubos podem estar dispostos horizontal ou verticalmente, conectados por uma curva em U, ou de forma helicoidal. |
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| 78 | A transferência de calor nesta seção é dada pela equação de **Stefan-Boltzmann**: |
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80 | $q_r = \sigma T^4$ |
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| 82 | Onde: |
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83 | - qr = fluxo de calor por radiação, ($W \cdot m^{-2}$) |
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84 | - sigma = constante de Stefan-Boltzmann, ($5.67 \times 10^{-8} \ W \cdot m^{-2} \cdot K^{-4}$) |
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85 | - T = temperatura da superfície, (K) |
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| 87 | Para a troca de calor entre os tubos e os gases de combustão, a equação é: |
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88 | $Q_r = \sigma \cdot (\alpha \cdot A_{cp}) \cdot F \cdot (T_g^4 - T_t^4)$ |
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90 | Onde, Qr = taxa de transferência de calor por radiação, W |
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| 91 | Ac = área dos tubos, m² |
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| 92 | α = fator de eficiência de absorção |
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| 93 | F = fator de troca por radiação |
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| 94 | Tg = Temperatura dos gases quentes, K |
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| 95 | Tt = Temperatura da superfície do tubo, K |
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| 97 | ### 3.2 Secção de Convecção |
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| 98 | Localizada acima da secção radiante, nesta zona o calor é transferido por convecção. Esta zona serve para recuperar o calor dos gases de purga. Os tubos localizados nesta secção estão geralmente protegidos da radiação, uma vez que são constituídos por materiais menos resistentes a altas temperaturas. É nesta secção que se dá a maior parte da queda de pressão. Comparativamente à secção radiante, esta queda de pressão é consideravelmente maior, pelo que por vezes se despreza a queda de pressão na secção radiante. |
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| 100 | ### 3.3 Câmara de combustão |
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| 101 | A função principal de uma câmara de combustão é naturalmente queimar a mistura ar/combustível, adicionando energia calorífica ao ar, para isso a câmara de combustão deve queimar esta mistura de forma eficiente. |
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| 103 | Desta forma e dependendo do tipo de combustível introduzido o ar, existem vários tipos de queimadores que estão dentro da câmara de combustão, tais como: |
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| 105 | #### ▪ Queimador com retorno de óleo |
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| 106 | Existe um movimento de rotação do líquido que é obtido com pressões (na bomba) e caudais (nos canais tangenciais) altos e constantes. Aqui a variação de capacidade do queimador é controlada pela quantidade de óleo de retorno. Esta pressão de retorno é proporcional à capacidade de queima. No que diz respeito à sua capacidade, este queimador consegue operar com carga entre 10 e 15 % do valor máximo. |
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| 108 | #### ▪ Queimador de carvão pulverizado |
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| 110 | Neste queimador existe um movimento de rotação na mistura do carvão pulverizado com o ar primário e é usual que existam condutas para um combustível auxiliar (óleo, gás), permitindo uma operação com carga de 40% acima do valor máximo. |
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| 111 | ||||||||
| 112 | O ar primário (ar quente) adota uma velocidade de 15 a 25 m/s de forma a conseguir arrastar o combustível e evitar um eventual retorno de chama. O ar utilizado na queima é pré-aquecido, ou seja, parte desse ar (primário) é utilizado apenas para transporte. |
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| 113 | ||||||||
| 114 | Este queimador necessita de equipamentos adicionais necessários para o armazenamento, dosagem e moagem do carvão e remoção das cinzas arrastadas com os gases de combustão. |
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| 116 | O carvão pode ser introduzido em dois estados: |
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118 | ##### Seco |
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119 | - Tem cargas térmicas entre 170 e 230 kW/m³; |
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| 120 | - Temperatura da combustão não deve ficar próxima à de fusão das cinzas; |
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| 121 | - Cinzas: parte destas caem por gravidade ao fundo da fornalha (remoção mecânica) e parte é arrastada pelos gases de combustão (remoção mecânica ou por precipitadores eletrostáticos). |
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123 | ##### Úmido |
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124 | |||||||
| 125 | <hr><hr> |
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| 126 | - A chama é lançada para baixo (tempo e percurso para combustão completa no fundo da câmara). |
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| 127 | - O volume das câmaras é menor: temperaturas superiores às de fusão das cinzas (1540 ºC). As cinzas ficam no fundo da câmara na fase líquida. |
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| 128 | - Pouca cinza é arrastada com os gases. |
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| 130 |  |
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| 132 | #### ▪ Queimador de Sólidos (leito fixo) |
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| 134 | O combustível é apoiado numa grelha (leito fixo) que atua como um reservatório de calor mantendo a combustão e promovendo a ignição. Neste queimador, a transferência de calor é feita por radiação da superfície quente do leito e por convecção dos gases quentes. |
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| 135 | ||||||||
| 136 | A remoção das cinzas é feita por baixo através das barras da grelha ou removendo-se as cinzas da grelha. São bastante utilizados em unidades pequenas e médias, com carvão até 12 t/h e em unidades maiores com bagaço de cana até aproximadamente 100 t/h. |
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| 138 | As vantagens deste equipamento é que não são necessários equipamentos sofisticados para pulverização do combustível sólido ou limpeza dos gases de combustão, contudo tem a desvantagem de ocupar muito volume da fornalha e exige manutenção constante da grelha. |
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| 140 | ### 3.4 Chaminé |
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| 142 | A chaminé é uma estrutura cilíndrica localizada no topo da fornalha e é por aqui que o gás de combustão é libertado para a atmosfera. A sua altura deve ser suficiente para atingir o caudal de ar de combustão necessário e para remover os produtos de combustão. Normalmente a pressão na chaminé é inferior à pressão na secção de convecção de modo a facilitar a libertação do gás. A altura da chaminé depende da temperatura dos gases de combustão, que saem da secção de convecção, e da pressão atmosférica. A diferença entre a pressão atmosférica e a pressão existente na fornalha designa-se por *draft*. Esta pode ser estimada pela seguinte equação: |
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| 143 | ||||||||
| 144 | \[ |
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| 145 | P_d = 0,35 * L_s * p' * (1/T_a * 1/T_{ga}) |
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| 146 | \] |
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| 148 | Onde: |
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| 149 | - \( P_d \) = pressão draft, *mm H₂O* |
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| 150 | - \( L_s \) = altura da chaminé, *m* |
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| 151 | - \( p' \) = pressão atmosférica, *mbar* |
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| 152 | - \( T_a \) = temperatura ambiente, *K* |
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| 153 | - \( T_{ga} \) = temperatura média dos gases de escape, *K* |
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| 154 | ||||||||
| 155 | Devido a perdas de calor a temperatura no topo da chaminé é de aproximadamente 80°C inferior à temperatura da sua base. |
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| 156 | ||||||||
| 157 | ### 3.5 Isolamento |
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| 158 | ||||||||
| 159 | O isolamento é uma parte muito importante da fornalha, isto porque aumenta a sua eficiência, ao minimizar o calor perdido na câmara de combustão. Alguns dos materiais mais utilizados são tijolo refratário e fibra cerâmica. |
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| 161 | ## 4. Referências |
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| 162 | ||||||||
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163 | [1]: **Jenkins, Barrie; Mullinger, Peter.** [_Industrial and Process Furnaces: Principles, Design and Operation. Butterworth-Heinemann._](https://books.google.pt/books?hl=pt-PT&lr=&id=cGVkEAAAQBAJ&oi=fnd&pg=PP1&dq=Jenkins,+Barrie%3B+Mullinger,+Peter.**+%5B_Industrial+and+Process+Furnaces:+Principles,+Design+and+Operation.+Butterworth-Heinemann.&ots=NEjw4MUEYz&sig=RRKk-pWoJusKrSQLDBwEYWAH0v4&redir_esc=y#v=onepage&q=Jenkins%2C%20Barrie%3B%20Mullinger%2C%20Peter.**%20%5B_Industrial%20and%20Process%20Furnaces%3A%20Principles%2C%20Design%20and%20Operation.%20Butterworth-Heinemann.&f=false) |
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164 | |||||||
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165 | [2]: **J. Coulson & J Richardson.** [_An introduction to Chemical Engineering Design._](chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://sakura03.wordpress.com/wp-content/uploads/2012/03/chemical_engineering_design__fourth_edition__chemical_engineering_volume_6__coulson__amp__richardson__039_s_chemical_engineering_.pdf) Chemical Engineering Volume 6, Pergamon Press; 1st edition 1983. |
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166 | |||||||
|
167 | [3] https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4710008/mod_folder/content/0/MaqTermicas_Fornalhas.pdf?forcedownload=1. (Acesso em 26-02-2020) |
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