Blame
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1 | # **Oxigénio** |
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| 2 | ||||||||
| 3 | Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra |
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| 4 | ||||||||
| 5 | Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Integração e |
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| 6 | Intensificação de Processos do mestrado de Engenharia Química |
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| 8 | **João Lopes - 2020222693** |
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| 10 | ## **1. Introdução** |
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| 12 | O oxigénio, elemento essencial à vida na terra, desempenha um papel |
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| 13 | fundamental na indústria moderna. Como segundo elemento mais abundante |
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| 14 | na atmosfera terrestre, o oxigénio tem vindo a ser amplamente utilizado |
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| 15 | em diversos processos industriais, tornando-se uma utilidade |
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| 16 | indispensável em diversos setores económicos e industriais. Para isso, |
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| 17 | contribuíram desenvolvimentos tecnológicos e novas regulamentações de |
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| 18 | sustentabilidade que tornam o oxigénio como uma alternativa perfeita |
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| 19 | para mitigar o impacto ambiental de algumas indústrias. |
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| 20 | ||||||||
| 21 | Este trabalho tem como objetivo analisar a importância do oxigénio para |
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| 22 | a indústria nos dias de hoje, contribuindo, também, para a eficiência, |
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| 23 | sustentabilidade e inovação tecnológica de diversos processos de |
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| 24 | produção. |
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| 25 | ||||||||
| 26 | ## **2. História** |
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| 27 | ||||||||
| 28 | O oxigénio foi descoberto de forma independente por Carl Wilhelm Scheele |
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| 29 | em 1773 e Joseph Priestley em 1774. Antoine Lavoisier, em 1777, deu o |
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| 30 | nome ao elemento e realizou ensaios de modo a desacreditar a teoria do |
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| 31 | flogisto. Esta teoria foi desenvolvida por Georg Ernst Stahl anos antes |
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| 32 | e acreditava que todos os compostos combustíveis possuíam uma matéria |
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| 33 | chamada flogisto, que era libertada para o ar nos processos de combustão |
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| 34 | e oxidação. |
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| 35 | ||||||||
| 36 | No final do século XIX e início do XX, o avanço das tecnologias de |
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| 37 | separação de gases do ar permitiu a produção de oxigénio em larga |
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| 38 | escala. Processos como o método de Linde, desenvolvido por Carl von |
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| 39 | Linde, permitiram que a indústria se expandisse possibilitando a |
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| 40 | obtenção de oxigénio líquido e gasoso. Em 1923, o cientista |
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| 41 | norte-americano Robert Goddard foi a primeira pessoa a desenvolver um |
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| 42 | motor de foguete, com uso de gasolina como combustível e oxigénio |
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| 43 | líquido como oxidante.<sup>\[1\]</sup> |
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| 44 | ||||||||
| 45 | ## **3. Propriedades físicas** |
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| 47 | > Entre as propriedades físicas do oxigénio podemos destacar as |
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| 48 | > seguintes: |
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| 50 | - Estado físico: gasoso, líquido e sólido; |
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| 51 | ||||||||
| 52 | - Cor: no estado gasoso é incolor e no estado líquido e sólido possui |
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| 53 | uma coloração azulada; |
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| 54 | ||||||||
| 55 | - Peso molecular: 32 g/mol; |
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| 56 | ||||||||
| 57 | - Densidade: no estado gasoso (0ºC e 1 atm) 1,429 kg/m<sup>3</sup> e |
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| 58 | no estado líquido (-183ºC) 1141 kg/m<sup>3</sup>; |
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| 59 | ||||||||
| 60 | - Ponto de fusão: -218,76ºC (1 atm); |
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| 61 | ||||||||
| 62 | - Ponto de ebulição: -182,97ºC (1 atm); |
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| 63 | ||||||||
| 64 | - Temperatura crítica: -118,9ºC (1 atm); |
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| 65 | ||||||||
| 66 | - Pressão crítica: 50,4 atm; |
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| 67 | ||||||||
| 68 | - Solubilidade em água: 8,3 mg/L (20ºC e 1 atm) e 14,6 mg/L (0ºC e 1 |
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| 69 | atm); |
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| 70 | ||||||||
| 71 | - Condutividade térmica: estado gasoso (0ºC e 1 atm) 0,02674 W/(m.K) e |
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| 72 | estado líquido (-183ºC) 0,152 W/(m.K).<sup>\[2\]</sup> |
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| 73 | ||||||||
| 74 | ## **4. Produção e separação do Oxigénio** |
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| 75 | ||||||||
| 76 | Atualmente são três os processos mais utilizados para a obtenção do |
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| 77 | oxigénio em ambiente industrial: |
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| 78 | ||||||||
| 79 | ### **Processo de destilação fracionada do ar** |
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| 80 | ||||||||
| 81 | O processo de destilação fracionada do ar é o processo mais utilizado em |
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| 82 | larga escala pelas indústrias, especialmente para obter oxigénio com |
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| 83 | alta pureza (99% ou superior). Este método é o ideal para indústrias que |
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| 84 | necessitam de grandes quantidades de oxigénio como na indústria |
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| 85 | metalúrgica, nos processos de soldagem ou na produção de aço. |
|||||||
| 86 | ||||||||
| 87 | Este processo baseia-se na separação dos diferentes componentes do ar |
|||||||
| 88 | (como azoto, oxigénio e outros gases como dióxido de carbono, árgon e |
|||||||
| 89 | vapor de água), com base na diferença dos seus pontos de ebulição. |
|||||||
| 90 | ||||||||
| 91 | Primeiro, o ar atmosférico é comprimido e é arrefecido rapidamente para |
|||||||
| 92 | reduzir a sua temperatura. Isto faz com que os componentes do ar |
|||||||
| 93 | condensem. Após esta etapa, o ar é liquefeito a temperaturas em torno |
|||||||
| 94 | dos -200ºC, de modo a facilitar a separação dos componentes do ar. De |
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| 95 | seguida, o ar líquido é aquecido lentamente numa coluna de destilação e, |
|||||||
| 96 | à medida que a mistura aquece, os gases começam-se a separar com base |
|||||||
| 97 | nos seus pontos de ebulição, obtendo-se, assim, os gases que compõe o |
|||||||
| 98 | ar. O oxigénio é armazenado em tanques criogénicos, projetados |
|||||||
| 99 | especialmente para manter a temperatura extremamente baixa. Posto isto, |
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| 100 | o oxigénio pode também passar por processos de purificação dependendo da |
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| 101 | sua utilização e aplicação. |
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| 102 | ||||||||
| 103 | <img src="image1.jpeg"> |
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| 104 | ||||||||
| 105 | **Figura 1**: Processo de destilação fracionada do ar. |
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| 106 | ||||||||
| 107 | ### **Separação por adsorção (PSA)** |
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| 108 | ||||||||
| 109 | Este processo baseia-se na capacidade que certos materiais adsorventes |
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| 110 | têm em absorver o azoto presente no ar, separando-o do oxigénio. A |
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| 111 | separação por adsorção é bastante utilizada em processos que não |
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| 112 | requerem uma pureza tão grande como no processo de destilação |
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| 113 | fracionada, visto que se consegue obter oxigénio com pureza entre os 90% |
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| 114 | e os 95%. É utilizado em sistemas médicos, indústrias alimentares, |
|||||||
| 115 | tratamento de águas e em algumas soldagens. |
|||||||
| 116 | ||||||||
| 117 | O PSA funciona com base na diferença de afinidade de adsorção dos gases |
|||||||
| 118 | que compõe o ar. Começa com a entrada de ar comprimido a alta pressão, |
|||||||
| 119 | que é forçado a entrar numa câmara de adsorção, que contém materiais |
|||||||
| 120 | adsorventes como o zeólito (grande absorvente de azoto). O azoto é |
|||||||
| 121 | absorvido pelo material adsorvente e é separado da mistura, enquanto o |
|||||||
| 122 | oxigénio continua e sai da câmara de adsorção, podendo ser armazenado. |
|||||||
| 123 | Após algum tempo, a câmara é despressurizada, o que faz com que o azoto |
|||||||
| 124 | se liberte do material absorvente e possa ser armazenado. Este processo |
|||||||
| 125 | funciona em contínuo em larga escala para permitir a produção de |
|||||||
| 126 | oxigénio em ciclos contínuos.<sup>\[3\]</sup> |
|||||||
| 127 | ||||||||
| 128 | <img src="image2.jpeg"> |
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| 129 | ||||||||
| 130 | **Figura 2**: Processo de separação por adsorção PSA |
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| 131 | ||||||||
| 132 | ### **Separação por membranas** |
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| 133 | ||||||||
| 134 | A separação por membranas é uma tecnologia mais recente, utilizada para |
|||||||
| 135 | separar os componentes do ar com base nas suas propriedades físicas e |
|||||||
| 136 | químicas, usando membranas seletivas. Este processo é geralmente mais |
|||||||
| 137 | simples e mais económico, mas é mais adequado, à semelhança da separação |
|||||||
| 138 | PSA, para aplicações que necessitem de purezas de oxigénio entre os 90% |
|||||||
| 139 | e os 95%. Assim, adequar-se-á para aplicações médicas, industriais e |
|||||||
| 140 | alimentares. |
|||||||
| 141 | ||||||||
| 142 | A principal força de separação neste processo é a permeabilidade, que |
|||||||
| 143 | difere entre os componentes do ar, separando-os. O ar comprimido a alta |
|||||||
| 144 | pressão é introduzido num sistema que contém membranas de separação com |
|||||||
| 145 | poros microscópicos, capazes de permitir a passagem de certos gases |
|||||||
| 146 | enquanto retém os outros. O azoto tende a passar mais rapidamente pela |
|||||||
| 147 | membrana dada a sua maior afinidade com a membrana e, por isso, o |
|||||||
| 148 | oxigénio fica concentrado do lado não permeado. O oxigénio é |
|||||||
| 149 | posteriormente armazenado e pronto a ser utilizado.<sup>\[4\]</sup> |
|||||||
| 150 | ||||||||
| 151 | <img src="image3.jpeg"> |
|||||||
| 152 | ||||||||
| 153 | **Figura 3**: Processo de separação por membranas |
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| 154 | ||||||||
| 155 | ## **5. Armazenamento, transporte e segurança** |
|||||||
| 156 | ||||||||
| 157 | O oxigénio pode ser armazenado de duas formas: em estado gasoso, sendo |
|||||||
| 158 | pressurizado, ou em estado líquido a temperaturas criogénicas. |
|||||||
| 159 | ||||||||
| 160 | O oxigénio, ao ser armazenado em estado gasoso, requer cilindros |
|||||||
| 161 | pressurizados de alta resistência projetados para suportar até 200 bar. |
|||||||
| 162 | Estes cilindros são utilizados para armazenar oxigénio em pequenas |
|||||||
| 163 | quantidades como em hospitais, ambulâncias ou em indústrias. Os tanques |
|||||||
| 164 | de armazenamento são utilizados para grandes volumes de oxigénio que |
|||||||
| 165 | normalmente se situam instalados nas fábricas de produção ou em fábricas |
|||||||
| 166 | que necessitem deste composto neste processo. Estes equipamentos são |
|||||||
| 167 | constituídos por diversos controladores de pressão e temperatura de modo |
|||||||
| 168 | a garantir a conformidade do oxigénio armazenado. |
|||||||
| 169 | ||||||||
| 170 | Em estado líquido, o oxigénio é armazenado em tanques criogénicos. Estes |
|||||||
| 171 | são projetados para manter o oxigénio a temperaturas extremamente baixas |
|||||||
| 172 | (na ordem dos -183ºC), sendo muito bem isolados termicamente (camadas de |
|||||||
| 173 | vácuo ou isolamento a gás), para minimizar ao máximo a troca de calor |
|||||||
| 174 | com o exterior e evitar a evaporação do oxigénio. Este sistema também |
|||||||
| 175 | necessita de um controlo preciso em termos de pressão e temperatura para |
|||||||
| 176 | garantir os parâmetros adequados. |
|||||||
| 177 | ||||||||
| 178 | O transporte do oxigénio envolve cuidados especiais, dado que é um gás |
|||||||
| 179 | extremamente reativo e pode aumentar a inflamabilidade de vários |
|||||||
| 180 | materiais. Pode ser transportado em estado gasoso, na forma de cilindros |
|||||||
| 181 | altamente pressurizados, ou, então, em camiões especialmente equipados |
|||||||
| 182 | com controladores de pressão e ventilação para garantir a segurança no |
|||||||
| 183 | transporte. Pode, também, ser transportado em estado líquido em camiões |
|||||||
| 184 | com tanques criogénicos altamente isolados para manter a temperatura do |
|||||||
| 185 | oxigénio constante. |
|||||||
| 186 | ||||||||
| 187 | O oxigénio, embora não sendo inflamável, aumenta a inflamabilidade de |
|||||||
| 188 | outros materiais, por isso, qualquer fonte de ignição pode resultar num |
|||||||
| 189 | incêndio ou numa explosão quando está em concentrações elevadas. Quando |
|||||||
| 190 | em armazenamento o oxigénio deve ser armazenado longe de fontes de calor |
|||||||
| 191 | ou material inflamável bem como em áreas bem ventiladas e bem |
|||||||
| 192 | sinalizadas. |
|||||||
| 193 | ||||||||
| 194 | Os trabalhadores que estejam em contacto com oxigénio devem usar EPI’s |
|||||||
| 195 | (equipamento de proteção individual) como luvas, óculos de proteção e |
|||||||
| 196 | roupa não inflamável. Estes trabalhadores devem também possuir treino |
|||||||
| 197 | adequado para transportar, armazenar e manusear |
|||||||
| 198 | oxigénio.<sup>\[5\]\[6\]</sup> |
|||||||
| 199 | ||||||||
| 200 | <img src="image4.jpeg"> |
|||||||
| 201 | ||||||||
| 202 | **Figura 4**: Tanque criogénico |
|||||||
| 203 | ||||||||
| 204 | <img src="image5.jpeg"> |
|||||||
| 205 | ||||||||
| 206 | **Figura 5**: Camião de transporte com tanque criogénico |
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| 207 | ||||||||
| 208 | ## **6. Aplicações industriais do Oxigénio** |
|||||||
| 209 | ||||||||
| 210 | O oxigénio, como já referido anteriormente, é dos gases industriais mais |
|||||||
| 211 | utilizados na indústria graças às suas propriedades únicas. Entre estas, |
|||||||
| 212 | podemos destacar: |
|||||||
| 213 | ||||||||
| 214 | - **Metalurgia e Siderurgia**: é amplamente utilizado na produção de |
|||||||
| 215 | aço e ferro, onde desempenha um papel fundamental na remoção de |
|||||||
| 216 | impurezas e no aumento da eficiência dos processos de fusão, como no |
|||||||
| 217 | BOF (Basic Oxygen Furnace), na fabricação de aço por oxigénio básico |
|||||||
| 218 | e no corte e soldagem do ferrem chapas metálicas. |
|||||||
| 219 | ||||||||
| 220 | - **Indústria Química e Petroquímica**: o oxigénio é essencial para a |
|||||||
| 221 | produção de amoníaco, metanol, ácido sulfúrico, ácido nítrico, entre |
|||||||
| 222 | outros. É também utilizado em muitos processos que envolvam |
|||||||
| 223 | oxidações e de combustão como na produção de polímeros e plásticos e |
|||||||
| 224 | em refinarias de petróleo. |
|||||||
| 225 | ||||||||
| 226 | - **Indústria de Energia e Meio Ambiente**: é utilizado em energia e |
|||||||
| 227 | no meio ambiente, principalmente na gaseificação do carvão e da |
|||||||
| 228 | biomassa para obter gás síntese, bem como no tratamento de águas |
|||||||
| 229 | residuais para remover impurezas e degradar a matéria orgânica. |
|||||||
| 230 | ||||||||
| 231 | - **Indústria do Papel e da Celulose**: com o desenvolvimento |
|||||||
| 232 | tecnológico, o oxigénio começou a ser utilizado em muito mais áreas |
|||||||
| 233 | (como é o caso desta indústria) para tornar os processos mais |
|||||||
| 234 | ecológicos. Este composto é utilizado principalmente no |
|||||||
| 235 | branqueamento da pasta e do papel bem como no tratamento dos |
|||||||
| 236 | efluentes que dela advêm. |
|||||||
| 237 | ||||||||
| 238 | - **Indústria Alimentar**: o oxigénio é também utilizado na |
|||||||
| 239 | fermentação para produzir cerveja, vinho e laticínios bem como em |
|||||||
| 240 | embalagens para aumentar o tempo de conservação. |
|||||||
| 241 | ||||||||
| 242 | - **Medicina e Saúde**: na medicina; o oxigénio é utilizado em |
|||||||
| 243 | terapias respiratórias, anestesias, cuidados intensivos e em câmaras |
|||||||
| 244 | hiperbáricas quando em caso de intoxicações por monóxido de |
|||||||
| 245 | carbono.<sup>\[1\]\[7\]</sup> |
|||||||
| 246 | ||||||||
| 247 | ## **7. Conclusão** |
|||||||
| 248 | ||||||||
| 249 | O oxigénio é um elemento fundamental à vida e um recurso essencial na |
|||||||
| 250 | indústria moderna. É amplamente utilizado desde a indústria química e |
|||||||
| 251 | alimentar, à medicina e ao tratamento de águas residuais. A transição da |
|||||||
| 252 | indústria para processos mais sustentáveis e com menos impactos |
|||||||
| 253 | ambientais levou ao aumento da pesquisa e ao desenvolvimento de |
|||||||
| 254 | tecnologias alternativas às existentes, muitas delas com base em |
|||||||
| 255 | elementos abundantes como o oxigénio. Assim, a sua utilização está em |
|||||||
| 256 | expansão e não só impulsiona a indústria, mas é também considerada uma |
|||||||
| 257 | peça fundamental na diminuição do impacto ambiental e na preservação dos |
|||||||
| 258 | ecossistemas. |
|||||||
| 259 | ||||||||
| 260 | ## **8. Bibliografia** |
|||||||
| 261 | ||||||||
| 262 | \[1\] Oxigénio, in Wikipédia, disponível em: |
|||||||
| 263 | <https://pt.wikipedia.org/wiki/Oxig%C3%A9nio>, (consultado em |
|||||||
| 264 | 24/02/2025). |
|||||||
| 265 | ||||||||
| 266 | \[2\] Hamilton Company, Properties of Oxygen, disponível em: |
|||||||
| 267 | <https://www.hamiltoncompany.com/process-analytics/dissolved-oxygen-knowledge/why-oxygen/properties-of-oxygen>, |
|||||||
| 268 | (consultado em 24/02/2025). |
|||||||
| 269 | ||||||||
| 270 | \[3\] Ferreira, L., Processos cíclicos de adsorção, Slides de Processos |
|||||||
| 271 | de Separação Avançados, Universidade de Coimbra, Faculdade de Ciências e |
|||||||
| 272 | Tecnologia, 2024/2025. |
|||||||
| 273 | ||||||||
| 274 | \[4\] Ferreira, L., Membrane Processes, Slides de Processos de Separação |
|||||||
| 275 | Avançados, Universidade de Coimbra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, |
|||||||
| 276 | 2024/2025. |
|||||||
| 277 | ||||||||
| 278 | \[5\] Linde Portugal, Conselhos de segurança, disponível em: |
|||||||
| 279 | <https://www.linde-gas.pt/shop/pt/pt-ig/conselhos-de-seguranca>, |
|||||||
| 280 | (consultado em 24/02/2025). |
|||||||
| 281 | ||||||||
| 282 | \[6\] Air Liquide Brasil, Segurança no trabalho: cuidados na aplicação |
|||||||
| 283 | de gases, disponível em: |
|||||||
| 284 | <https://br.airliquide.com/seguranca-no-trabalho-cuidados-na-aplicacao-de-gases>, |
|||||||
| 285 | (consultado em 24/02/2025). |
|||||||
| 286 | ||||||||
| 287 | \[7\] Gifel-Engenharia de incêndio, Aplicações do Oxigénio no |
|||||||
| 288 | quotidiano, disponível em: |
|||||||
| 289 | <https://www.gifel.com.br/aplicacoes-oxigenio-cotidiano/>, (consultado |
|||||||
| 290 | em 24/02/2024). |
|||||||
| 291 | ||||||||
