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99c59c André Casaleiro 2025-02-28 10:51:39
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# Azoto
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**Trabalho realizado por: Ana Pocinho, André Casaleiro**
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O azoto ou nitrogénio é um gás inerte que compõe 78% da atmosfera da
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Terra, em volume. Este é um elemento químico gasoso, não metálico,
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incolor e inodoro. É um elemento pouco reativo, pelo que em condições
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normais de pressão e temperatura não se combina com nenhum outro
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elemento e é incapaz de entrar em combustão.
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<u>História</u>
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Foi descoberto em 1772 em Edimburgo, Escócia, pelo cientista Daniel
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Rutherford enquanto escrevia a sua tese de doutoramento. Rutherford
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começou a estudar um gás que restava após reações de combustão, mesmo
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depois de todo o conteúdo carbónico ser retirado. Inicialmente,
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denominou-o “gás nocivo”, ao perceber que este não era suficiente para
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manter vida. Foi, mais tarde, o químico francês Antoine Laurent de
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Lavoisier que lhe atribuiu a designação de azoto entre 1775 e 1776.
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<u>Ciclo do azoto</u>
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O azoto é um dos elementos mais importantes para a vida, pois
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encontra-se na constituição das proteínas, ácidos nucleicos e outros
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constituintes celulares. Embora o azoto esteja presente na maioria da
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atmosfera terrestre, grande parte dos seres vivos não consegue tirar
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proveito deste gás devido à sua ligação N≡N, altamente energética e
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difícil de quebrar. Assim, é fundamental a transformação e reciclagem
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deste gás conhecido como ciclo do azoto.
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Este ciclo consiste num conjunto de processos em que o azoto circula
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entre plantas no solo, água, ar e todos os seres vivos, possuindo 4
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etapas, iniciando com a fixação do azoto, posteriormente acontece a
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amonificação, seguida da nitrificação e por fim ocorre a
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desnitrificação.
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Primeiramente, a fixação de azoto permite converter o *N*<sub>2</sub> em
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qualquer uma das suas formas nitrogenadas. Podemos afirmar que existem 4
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formas de fixação do azoto no solo, sendo possível por meio de reações
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químicas naturais (fixação atmosférica) através da ação de relâmpagos
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cujos têm a capacidade de, mediante a água e o oxigénio, gerar espécies
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químicas reativas aptas a atacarem o azoto formando
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*H**N**O*<sub>3</sub>, que se mistura com a água da chuva. A fixação
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pode decorrer, por outro lado, por reações químicas industriais (fixação
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industrial) por meio do processo Haber-Bosch, produzindo amónia,
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amplamente utilizada na indústria de fertilizantes. É possível ainda que
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a fixação do azoto se dê por processos biológicos, mediante da
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decomposição da matéria orgânica e excreção por seres vivos de produtos
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nitrogenados (como ureia, ácido úrico e amónia). Por fim, pode ocorrer a
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fixação biológica, considerada a mais importante, caracterizada pela
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assimilação de azoto atmosférico por alguns seres vivos, como as
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bactérias *Rhizobium*, que vivem associadas às raízes de leguminosas.
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Este processo referido anteriormente, efetua a redução do azoto em
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amónio (*N**H*<sub>4</sub><sup>+</sup>) e, de seguida, a conversão deste
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composto em nitrato (*N**O*<sub>3</sub><sup>−</sup>). Esta sequência de
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reações, apresentada em (1), é conhecida como nitrificação, sendo esta a
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principal forma de assimilação de azoto pelos vegetais.
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NH<sub>4</sub><sup>+</sup> → NO<sub>2</sub><sup>–</sup> →
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NO<sub>3</sub><sup>–\ (1)</sup>
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O nitrato não absorvido pelas plantas pode retornar então à atmosfera
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como azoto gasoso, através de um processo de redução por algumas
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bactérias anaeróbias, designado desnitrificação.<sup>\[4\]\[5\]</sup>
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![Ciclo do azoto em ecossistemas florestais](./Imagem1.png)
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Figura 1: Ciclo do azoto em ecossistemas florestais.<sup>\[5\]</sup>
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<u>Formas de obtenção de azoto para utilização industrial</u>
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O azoto não está disponível no seu estado puro uma vez que se encontra
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misturado com 21% de oxigénio e pequenas quantidades de outros
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gases.<sup>\[1\]</sup> Uma vez que este gás não pode ser utilizado
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diretamente sem separação, existem dois tipos de obtenção de azoto:
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separação por membranas e o PSA (Pressure Swing Adsorption).
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78
- Obtenção de azoto através da separação por membranas<sup>\[2\]</sup>
79
80
A obtenção de azoto por membrana é adequada para necessidades de
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produção deste gás de elevado fluxo no local. Este método utiliza um
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caudal com valores entre 1-1500 *N**m*<sup>3</sup>/h, permite um grau de
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pureza do gás obtido na gama dos 95% e 99,5%, possui um ponto de orvalho
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de -70’C e trabalha a uma pressão até 24 bar.
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O processo de separação por membrana utiliza o princípio das diferentes
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taxas de difusão dos gases através das fibras da membrana. Os gases que
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se difundem a uma taxa mais rápida, como o vapor de água e o oxigénio,
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são expulsos através da porta de ventilação. O gás que se difunde a uma
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taxa mais lenta, o azoto, continua através dos poros da membrana e sai
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como gás produto na extremidade da membrana.
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![Esquema da separção do azoto por membrana](./Imagem2.png)
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Figura 2- Esquema da separação do azoto por membrana.<sup>\[2\]</sup>
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O cálculo da produção ideal de azoto a partir de membranas é complexo,
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dependendo de vários fatores, incluindo a queda de pressão através da
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membrana, a temperatura e fluxo volumétrico do ar de alimentação e a
100
pureza desejada na saída.
101
102
- Obtenção de azoto através da adsorção por variação de pressão
103
(PSA)<sup>\[3\]</sup>
104
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A obtenção de azoto por PSA é adequada para quando os requisitos de
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produção de gás são possuir um elevado valor de pureza e elevado fluxo.
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Estes geradores trabalham com um intervalo de caudal entre 1-1500
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*N**m*<sup>3</sup>/h, um grau de pureza entre 98% e 99,999%, possuem um
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ponto de orvalho na gama dos -60’C e -80’C e trabalham à pressão de 5
110
bar, porém com um compressor de reforço opcional conseguem operar a
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pressões mais altas.
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Este processo utiliza colunas de CMS (Carbon Molecular Sieve) para
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extrair o azoto do ar. Consiste em 2 recipientes preenchidos com
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peneiras moleculares de carbono e alumina ativada. O ar comprimido limpo
116
passa por um dos recipientes, o azoto puro sai como gás produto e o gás
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de exaustão, oxigénio, é libertado para a atmosfera. Após um curto
118
período a gerar azoto, ocorre a saturação do leito da peneira molecular
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e, por meio de válvulas automáticas, o processo de produção de azoto
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passa para a outra coluna. Isto permite que o leito saturado passe por
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regeneração através de despressurização e purga para a pressão
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atmosférica. Assim, é possível que os dois recipientes alternem
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continuamente a produção de azoto e a regeneração, garantindo que o gás
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esteja sempre disponível para o seu processo.
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De seguida, apresentamos um vídeo explicativo acerca dos dois métodos de
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obtenção de azoto, sobre as suas características, modo de operação e
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vantagens de cada um.
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58055b André Casaleiro 2025-02-28 11:57:40
130
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a65ff3 André Casaleiro 2025-02-28 11:58:12
131
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58055b André Casaleiro 2025-02-28 11:57:40
132
</video>
99c59c André Casaleiro 2025-02-28 10:51:39
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c70f75 André Casaleiro 2025-02-28 11:33:32
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Métodos de obtenção de azoto para utilizações industriais.
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<u>Utilidades do azoto na indústria</u>
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Apesar da sua caraterística de baixa reatividade em condições normais de
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pressão e temperatura, o azoto tem um papel que se considera quase único
140
no contexto industrial visto ser uma molécula com propriedades inertes e
141
versáteis que tornam este gás essencial a diversos tipos de
142
indústria.<sup>\[6\]\[7\]</sup> As principais aplicações do azoto na
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indústria incluem:
144
145
- Atuar como fertilizante
146
147
O azoto tem a capacidade de ser um nutriente essencial para as plantas,
148
sendo a base para a produção de fertilizantes nitrogenados. Este gás
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como o conhecemos não pode ser absorvido diretamente pelas plantas, por
150
isso é convertido em amónia, essencial para esta produção. O método de
151
produção industrial de amónia é conhecido como Haber-Bosch, em alusão
152
aos seus criadores.
153
154
- Criar ambientes inertes
155
156
Determinadas indústrias necessitam de equipamentos industriais, como
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reatores químicos ou tanques de armazenamento, que requerem atmosferas
158
anóxicas sendo injetado azoto de forma a diminuir progressivamente a
159
concentração de oxigénio no meio, tornando a atmosfera inerte. Com isto,
160
forma-se um ambiente capaz de preservar a integridade e qualidade de
161
materiais e de proteger produtos da contaminação e principalmente da
162
oxidação.
163
164
O azoto na sua forma líquida é um refrigerante de ampla utilização, por
165
exemplo na indústria alimentar e de bebidas, para congelamento e
166
transporte de alimentos, ajudando a manter a frescura desses produtos
167
por um período mais longo. Mais concretamente sais nitrito e nitrato são
168
utilizados como aditivos alimentares em carnes, já que auxiliam na sua
169
conservação e fixação da cor.
170
171
- Reduzir riscos de incêndio e explosão
172
173
Como sabemos, a reação de combustão de qualquer tipo material só ocorre
174
se houver presença de oxigénio no ambiente. Considerando este facto
175
utiliza-se o azoto como “manta protetora” em locais como tanques de
176
armazenamento, onde o gás forma uma camada protetora de forma a isolar
177
os produtos armazenados de atmosferas consideradas perigosas e assim
178
prevenir acidentes como incêndios ou explosões. Um exemplo é a indústria
179
de lâmpadas elétricas, em que o filamento de tungsténio aquecido da
180
lâmpada evita a combustão devido à presença de azoto gasoso que
181
substitui o ar cheio de oxigénio.
182
183
- Atuar como gás de purga
184
185
A purga é um método fundamental de inertização na indústria utilizado
186
nas correntes de processos que requerem este tipo de limpeza. É um
187
método essencial para fornecer segurança e maior eficiência das
188
operações industriais e baseia-se na remoção de ar, humidade e outro
189
tipo de contaminantes que estejam presentes em tubagens, e é normalmente
190
utilizado antes do início das operações de forma a garantir que as
191
correntes estejam livres de contaminantes. O azoto é um dos principais
192
gases de purga utilizados para este efeito devido às suas propriedades
193
inertes, à sua abundância na nossa atmosfera sendo um dos gases mais
194
fáceis de obter com este tipo de caraterísticas e pela sua elevada
195
eficiência neste tipo de funções, sendo um exemplo de aplicação a
196
indústria química.
197
198
<u>Desvantagens da utilização do azoto na indústria</u>
199
200
Os compostos de azoto são conhecidos pelo seu potencial explosivo, uma
201
vez que estão presentes no trinitrotolueno (TNT) e na nitroglicerina.
202
Por exemplo, em 2020, mais especificamente dia 4 de agosto, um incêndio
203
no porto da cidade de Beirute, capital do Líbano, provocou a explosão de
204
uma carga de nitrato de amónio (rico em azoto), cuja utilização seria
205
para fabricação de fertilizantes.<sup>\[4\]</sup>
206
207
Outro problema associado ao azoto está relacionado com possíveis falhas
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nos equipamentos em que é armazenado. Usualmente, este gás é armazenado
209
na fase gasosa, em garrafas de alta pressão e caso haja falhas neste
210
equipamento que libertem o gás para um ambiente com défices de
211
circulação de ar, vai provocar uma diminuição da concentração de
212
oxigénio na atmosfera criando um ambiente anóxico podendo causar
213
sintomas como fadiga, tonturas ou asfixia.<sup>\[8\]</sup>
214
215
**Bibliografia**
216
217
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218
purposes” Disponível em:
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\[3\] - MVS Engineering. “Membrane Nitrogen Generator” Disponível em:
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<https://www.mvsengg.com/products/nitrogen/membrane-nitrogen/.>
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https://static.prd.echannel.linde.com/wcsstore/DE\_REC\_Industrial\_Gas\_Store/Assets/anwendungen/White-paper-Inerting-chemical-industry-Englisch.PDF.
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\[Consultado em 23/02/2025\].
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\[8\] - Air Liquide. “Quais são os perigos do azoto?” Disponível em:
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<https://pt.airliquide.com/solucoes/processos-de-gas-para-montagem-eletronica/quais-sao-os-perigos-do-azoto.>
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\[Consultado em 25/02/2025\]